Top 5: Séries de Livros

Eu queria manter isso aqui atualizado direito. Mas o problema é que eu penso demais antes de postar qualquer coisa. Fiquei matutando e tentando decidir um livro pra resenhar, mas no fim das contas não consegui escolher um.

Decidi falar sobre séries. Fica complexo falar de cada livro, então vou falar das séries em si, de um modo geral. Arrumei em ordem decrescente de preferência, e tentei não repetir nenhum autor… Lá vai.

5° lugar: Fronteiras do Universo – Philip Pullman

Gostaria de começar falando que odeio a tradução do nome da série, apesar de ser difícil uma tradução literal do original “His Dark Materials”. Mas enfim, se a gente for se estressar com tradução… já viu né.
Eu me apaixonei na época que li os livros. Cheguei a me empolgar bastante com o filme quando foi anunciado (apesar de eles terem mudado a “Bússola Dourada” para “Bússola de ouro”, completamente sem motivo! [O que não faz muita diferença já que o original se chama “Northern Lights”]) mas nem assisti quando saiu, porque TODO MUNDO disse que foi muito ruim. Não vi até hoje, na verdade!

Mas os livros valem muito à pena, pra quem gosta de histórias fantasiosas à lá Neil Gaiman (apesar de eu não curtir a narrativa dele, me batam). No começo do primeiro livro você já é arremessado no mundo da personagem principal Lyra, com o qual acaba se acostumando aos poucos.
Nesse “mundo” as pessoas possuem manifestações externas de suas almas em forma animal, chamadas de daemons. Lyra Belacqua foi criada por clérigos na Londres deste mundo, e a sua jornada ao Pólo Norte começa quando ela vai em busca de seu amigo que foi raptado por um grupo responsável pelo desaparecimento de muitas crianças. Em meio à tudo isso há a polêmica da existência do Pó (sem piadinhas), partículas conscientes que estão ligadas aos daemons e à existência de todos os seres em todos os mundos.

Esse livro gerou muita polêmica na esfera religiosa, devido às várias referências perjorativas que fundamentam toda a trama que amarra os 3 livros, mas mesmo sendo evangélica eu não me senti de forma alguma ofendida (como muitos). É uma questão de saber separar as coisas; pra mim o livro é ficção e eu o encaro como tal, seja qual for o objetivo crítico do autor.
É uma leitura gostosa (apesar do 3° livro ser meio maçante) e o final me emocionou. O segundo livro sai um pouco do mundo fantasioso de Lyra e mostra Will, um dos meus personagens favoritos, um garoto muito independente apesar de ser tão novo, e que se esconde com a mãe maluca e cuida dela, para que o juizado de menores não o tire de sua guarda.
Muitas realidades são exploradas, assim como as criaturas que vivem em cada uma delas. É uma série que estimula bastante a imaginação, com muitos personagens fortes e cativantes, e que vale a pena ler, sem dúvida.

A Série é composta pelos livros: A Bússola Dourada, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar.

4° lugar: Millenium – Stieg Larsson

O jornalista sueco Stieg Larsson acertou em cheio com uma das personagens mais excitantemente geniais já criadas em romances investigativos. Lisbeth Salander é uma hacker punk e anti-social que rouba a cena dos três livros, já que a personagem principal não é ela; e sim Mikael Blomkvist, que assim como o próprio Larsson é um jornalista político e um dos donos da Revista Millenium, que empresta seu nome à série.

Esta série seria composta por cerca de dez livros se o autor não tivesse sofrido um ataque cardíaco fulminante após entregar os originais dos três primeiros livros à editora. Não querendo ser insensível mas já sendo, ao menos a trama que se desenrolava foi concluída, então podem ler a série tranquilos.
Mas leiam mesmo, pois posso prometer muita expectativa, emoção, cenas fortes, grotescas e impactantes.
O primeiro livro gira em torno do caso Harriet Vanger, garota que desapareceu há muitos anos e cujo tio contrata Mikael numa última tentativa de resolver este caso antes de morrer.

A trama do segundo e do terceiro livro não se relacionam ao primeiro, e tratam do seguimento da vida de Lisbeth e Mikael, e como os dois vão se envolver novamente quando Lisbeth é acusada de um triplo assassinato.

Eu gostei muito do primeiro livro quando li, mas depois de ler os outros dois considero o nível destes mil vezes superior ao primeiro. E uma dica: não termine de ler o segundo sem ter o terceiro em mãos! É muito excitante e viciante. Recomendadíssimo pra quem curte suspenses investigativos.

Vale comentar que os livros foram adaptados pro cinema sueco (em três filmes não muito bons) e agora estão sendo adaptados para o cinema americano com os atores Daniel Craig e Rooney Mara nos papéis principais. Gostei muito da trilha sonora e do clima que deram ao filme, completamente diferente do sueco. Confiram o trailer aí embaixo.

A Série é composta pelos livros: Os Homens que não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar.

3° lugar: Harry Potter – JK Rowling

Esse dispensa apresentações.
A série do bruxinho com um raio na testa acompanhou toda a minha adolescência (assim como a de milhões) e praticamente me ensinou a ler. A ligação emocional com Harry Potter vai além de análises. Milhares de outros blogs já devem ter resenhado HP antes de mim, e não há mais nada a ser dito. A série taí, um sucesso inegável e que eu vou carregar no coração pra vida toda.
Confesso que desanimei muito nos livros 5 e 6, mas no 7° a Rowling reavivou meu antigo feeling pra Harry Potter, gostei muito do desfecho da história.
Assim como gostei muito do Relíquias da Morte Parte I. Meu ingresso pra parte II já está comprado e falta pouco, gente!!!

A Série é composta pelos livros: A Pedra Filosofal, A Câmara Secreta, O Prisioneiro de Azkaban, O Cálice de Fogo, A Ordem da Fênix, O Enigma do Príncipe e As Relíquias da Morte.

2° lugar: Crônicas de Arthur – Bernard Cornwell

Eu sou uma fã incondicional de todos os livros do Cornwell, mas não penso duas vezes se me perguntarem qual a minha série favorita. Não é à toa que as outras séries vêm com a chamada na capa: “Do autor de Crônicas de Arthur”.

Eu amo romances históricos, amo guerras, amo histórias medievais. Bernard Cornwell juntou tudo isso de forma primorosa, contando as aventuras de Arthur como nunca antes foram contadas.
O Rei que nunca foi Rei é apresentado sob os olhos de um de seus soldados e amigos, o meio-saxão Derfel Cadarn. Ele nos conta, velho e em um mosteiro, sobre suas aventuras ao lado de Arthur.

Esqueça a magia, esqueça a Távola Redonda, esqueça a espada cravada na pedra. Prepare-se para mergulhar dentro da vida de um Arthur real, numa história feita de modo a reconstruir o que seria essa figura caso ele realmente tenha existido. Mergulhe nos meio de grandes batalhas e sinta o sangue espirrar nas suas bochechas – assim como milhares de fãs você com certeza também chegará a conclusão de que ninguém narra uma guerra como Cornwell.
O autor remonta a cultura celta em seus últimos vestígios, começando sua narrativa pouco antes do ano 500 dc; antes que o cristianismo banisse todos os druidas e os saxões tomassem a Britânia.

Crônicas de Arthur é uma série apaixonante e apaixonada, com tudo o que todo bom romance deveria ter: disputas, intrigas, guerras, amor, ódio, honra e uma das amizades mais belas que eu já vi no mundo da literatura.
Deixe-se levar por Derfel e sua pena de ganso, e quando menos esperar estará considerando a versão de Cornwell a sua referência definitiva para a lenda de Arthur.
Quero constar que, ao terminar o terceiro livro, de madrugada, abracei meu travesseiro e chorei copiosamente.

A Série é composta pelos livros: O Rei do Inverno, O Inimigo de Deus e Excalibur.

1° lugar: A Torre Negra – Stephen King

Seja Harry Potter, Tolkien ou qualquer livro do Cornwell, pra mim nenhum vai chegar aos pés da Torre Negra.
Depois de 33 longos anos para escrever, o consagradíssimo autor de suspenses Stephen King terminou em 2006 o último livro da sua obra prima.

“O homem de preto andava pelo deserto e o pistoleiro ia atrás.” – Assim começa a história de Roland, último dos pistoleiros da Terra Média. O tal “homem de preto” é aquele que possui informações que o guiarão até a Torre Negra. Mas o que é a Torre? Aí vem um dos recursos de narrativa que eu mais amo no King: ele nunca explica as coisas, ele mostra. Em nenhum momento você tem uma explicação clara do que é a Torre; ao longo da história você vai entendendo o que ela é.
E porque Roland quer tanto chegar à Torre? Ele simplesmente sabe que PRECISA que chegar lá. A Torre pra ele já um vício, e não importa o que ou quem ele terá que deixar pra trás a fim de alcançar seu objetivo.
E porque ler a Torre Negra? Não dá pra explicar. Você simplesmente TEM que ler até o final.
Assim como Roland, você precisa saber o que há no topo da Torre.
O Ka-tet de Roland (termo para designar um grupo de pessoas seguindo um mesmo objetivo, que significa “um formado de muitos”) segue por diversos mundos e épocas diferentes dentro desses mundos, encontrando lugares e enpersonagens de diversos outros livros do autor. O próprio Stephen King tem uma participação importante na história, a qual é melhor eu não comentar muito pra não estragar a surpresa.

Stephen King nos presenteia com toda a sua genialidade e seu sarcasmo impagável, em um épico que deveria estar na estante de cada jovem de 19 anos (você entenderá isso após ler o prefácio do 1° livro).

Os direitos da série foram comprados pela Universal, que produzirá 3 filmes e uma série. Fiquei muito feliz com a escolha do personagem principal: Roland será interpretado pelo ator Javier Bardem, indicado duas vezes ao Oscar pelos filmes Biutiful e Antes do Anoitecer.
Existe também uma adaptação da sérieem HQ, mas não recomendo que leiam antes de ler os livros, já que essa adaptação trata do passado de Roland, que é contado apenas no 4° livro.

A Série é composta pelos livros: O pistoleiro, A escolha dos Três, As Terras Devastadas, Mago e Vidro, Lobos de Calla, Canção de Susannah e A Torre Negra.


ATENÇÃO: Cuidado com Spoilers da Torre Negra!! Uma simples frase pode estragar TUDO!! Experiência própria, me contaram o final quando eu estava no quinto livro… -.-

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3 comentários em “Top 5: Séries de Livros

  1. Primeiro devo dizer que adorei o nome do seu blog, haha <3E CARA, eu AMO Fronteiras do Universo, são meus livros/série favoritos depois de As Brumas de Avalon.HP é sem coments mesmo, apesar de não estar no top 3 dos preferidos, amo muito. E wow, você me deixou com muita vontade de ler Crônicas de Arthur, foi só ter tocado na palavra "celtas" no final da resenha. Já ouvi falar muito bem dessa série, e apesar de achar que vou continuar preferindo Brumas e os outros livros sobre Avalon da Marion, fiquei bem curiosa pra ler mesmo… Entrou pra lista de leitura, com certeza! *-*Bisous

  2. Bah, também não gosto da Natalie. E sobre o Zac como Raito, nem concordo nem discordo. Acho que poderia sim até fazer bem, mas o que mais parece nos dois é o cabelo huahua… Ia ter que colocar uma lente e tal, mas acho que é a fisionomia que não combina muito. Fora isso, poderia dar certo sim, quem sabe? :)Bisous

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