Resenha: Super 8

Numa cidade pequena de Ohio, seis garotos estão tentando gravar um filme sobre zumbis, com uma câmera Super 8. Mas ao gravar perto de uma estação de trem abandonada, eles acabam presenciando (e filmando) o descarrilhamento de um trem da Força aérea americana, cuja carga acaba “escapando”. O suspense/ficção científica, roteirizado e dirigido por J.J. Abrams, de mistério não tem nada: desde o trailer fica óbvio que se trata de um alienígena (o que faz perfeito sentido, considerando que o produtor é o Steven Spielberg).

Ok, eu confesso que só me interessei em ver o filme por causa do J.J. (quando muitos foram só por causa do Spielberg), já que quando vi o trailer ainda estava na minha overdose de Star Trek (assisti o filme com comentários e mil bônus). Mas não me decepcionei, já que pude ver muitas cenas com toques BEM “Abrams”. As luzes em excesso, e de muitas cores, fazendo movimentos horizontais (ele adora fazer isso, em Star Trek chega a ser exagerado). Cenas de ação e explosões com o som da destruição em background, e uma música épica subindo, tudo em slowmotion. Ângulos de ação de tirar o fôlego… A cena do descarrilhamento do trem, que é mostrada mais ou menos no trailer, vale muito à pena de ser vista na íntegra (nesse momento até exclamei no cinema que já tinha valido o ingresso). Não que o filme tenha muita ação… porque não tem.
Destaque para a fotografia de algumas das cenas dos ataques, com bons recursos para esconder o alienígena (que demora um pouco a aparecer de fato no filme).

Também quero comentar que TODAS as crianças atuaram muito bem, e espero ver todos em outros filmes em breve. Eu nem sabia que a Dakota Fanning tinha uma irmã! A Elle Fanning e o Joel Courtney, que interpretou o personagem principal, foram muito bons mas não perdem em nada para os outros 5, principalmente o gordinho e o menino-bomba (rs). O que ele tem de feio, tem de engraçado (tadinho! XD). Enfim, foi um cast infantil tão bom que nem sequer exigiu um cast adulto forte.

Não vou dizer que Super 8 é um filme excelente ou que mudou a minha vida (nem de longe!), mas ele foi bom dentro da proposta: um filme de pseudo-suspense fofo, de crianças se virando em meio à uma “ameaça” alienígena. De um modo bem Spielberg, você acaba até simpatizando com a criatura. É tudo muito clichê, mas uma boa opção de entretenimento.

Muita gente achou chato, me disse pra não ir ver, etc, mas não me arrependo (não estou a fim de ver Smurfs e nem Capitão América [se bem que tem o Fassbender… hum]). O filme rende boas risadas e o final é bonitinho (Novamente, BEM Spielberg – vocês entenderão). Ah, e ao lado dos créditos você vê o tal filme que os personagens gravaram, passei mal de tanto rir (Essa é pra Alana: “O filme de um zumbi só.”) – se bem que eu ri mais dos nossos comentários escrotos do que do filme em si. Fora a nossa discussão profunda ao sair do cinema, sobre os hábitos alimentares do alienígena e sua a estrutura digestiva. Destaque para minha pergunta idiota: “Por que o alien de 5 metros comeu os cachorros e não os cavalos e vacas?” – “Lizie, ele não comeu os cachorros, eles fugiram! Você não viu, no mapinha do cara? Ele explicou.” Então tudo fez sentido! Acredito que eu fui a única pessoa que não reparou isso (rs).

Ah, e quase ia me esquecendo! A lição MOR do filme é: Se a sua cidade está sendo atacada por um alienígena e você tiver que dirigir no meio de tanques do exército atirando a esmo, NÃO USE DROGAS.

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