Divagando nas leituras inacabadas

Eu estava querendo postar, realmente estava. Mas a minha vida anda tão corrida que eu não estou conseguindo parar pra ver filmes e nem terminar os livros que estão acumulando poeira na minha mesa.

Semana passade eu terminei o 1984 (ALELUIA!) mas não quero mais falar sobre ele, já falei alguma coisa aqui quando estava na metade. Não que tenha sido ruim ou me decepcionado. Longe disso! O livro todo é muito chocante, mais que um balde de água fria: é quase um balde de ácido sulfúrico na cara. Gostei também especialmente dos posfácios (cada um de uma época diferente, antes e depois do ano de 1984) que foram muito a fundo das comparações do livro aos fatos históricos e discutindo os objetivos críticos do autor. No fim todos chegam à conclusão de que 1984 não era pra ser algum tipo de profecia e sim um alerta às gerações futuras. Muitos alertas, aliás. Eu refleti bastante sobre o livro e até o usei como inspiração para uma logo que estava fazendo para uma banda (que ficou ótima e me rendeu muitos elogios do cliente! <3). Agora resta ver o filme.

Olha eu falando do tio Clavell de novo

Eu disse que não ia falar e falei um parágrafo inteiro! Essa sou eu me contradizendo, não pela primeira e nem pela última vez, provavelmente… De qualquer forma, assim que terminei 1984 eu peguei o Casa Nobre do meu querido James Clavell, que estava esperando por mim. Eu tinha comprado o Vol. II dele há muito tempo em um sebo por 1 real, mas nunca encontrava o Vol. I. Só fui achar esse ano, no sebo do prédio de Letras lá do Fundão (onde eu também encontrei outros do Clavell para completar a minha coleção). Ao ler o primeiro capítulo, a nostalgia veio junto com a minha afeição pela narrativa do Clavell. E ao talento que ele tem de desenvolver personagens tão sagazes quanto filhos da p*** (desculpem, não há outra palavra que expresse melhor).

Fora que esse livro é uma pseudo continuação do “Tai-Pan”, onde podemos ver o desenvolvimento e expansão da Casa Nobre após quase um século, e ao legado deixado por Dirk Struan, o primeiro dos tai-pan’s. Parte do legado vem do empréstimo que, em “Tai-pan”, Struan recebeu em troca de uma série de favores, simbolizados por “metades de moedas”. Qualquer um que possuir uma dessas moedas pode pedir qualquer coisa ao tai-pan vigente, e este será obrigado a honrar o velho trato. “Casa Nobre” já começa te lembrando dessas moedas e te deixando ainda mais excitado e ansioso para ler o livro. Tanto “Tai-pan” como Casa Nobre (como eu já pude ver só nos primeiros capítulos) mostram o mundo do comércio de forma excepcional e instigante, através das negociações mais sujas, das sacadas mais espertas e das manobras mais geniais. Realmente, não tem como não amar a esperteza dos personagens do Clavell. Depois de “Casa Nobre” só vão faltar mais dois livros dele para eu ler, aí eu vou ler todos de novo! “Turbilhão” eu já comprei e falta achar o “Gai Jin”. Fico triste que ele só tenha escrito seis títulos (apesar da maioria ser bem grande, como Xógum e Casa Nobre que são divididos em duas partes).

Apesar da animação com “Casa Nobre” eu não resisti e comecei a ler um livro que uma amiga me emprestou dizendo “Você PRECISA ler isso”. Eu sou uma pessoa que gosto de ler livros por indicação, ainda mais da Lorena, que sabe bem o tipo de livro que eu curto. O livro em questão é “O Nome do Vento”, de Patrick Rothfuss, e eu ainda estou muito no começo para falar qualquer coisa, mas estou curtindo de verdade. Eu acho não preciso de muitos capítulos pra saber se vou ou não até o final de um livro, e esse eu devo ir até o fim com certeza. Vou esperar terminar pra fazer uma resenha completa dele aqui.

No fim falei falei,e não disse nada, mas acho que já valeu o post. Sinto saudades de poder escrever mais… Como de praxe, prometo tentar postar mais! XD Fui. =*

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