Eternos Clássicos #2 – O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Apesar de relativamente recente, acho que esse filme merece estar na categoria “Eternos Clássicos”, além de entrar na minha série particular de “Por que diabos eu nunca assisti isso antes?”. Eu costumava ver aos montes os bottons da Amélie, não coincidentemente em tons de vermelho e verde (paleta predominante no filme), com a personagem de cabelinho curto, vista de cima, olhando pra você sob a perspectiva de uma lente grande-angular. Pois bem, depois de cansar de tanto ver tais bottons, decidi baixar o filme e ele ficou lá, no meio de todos aqueles filmes que a gente baixa e deixa pra ver sei lá quando. Até que semana passada, na minha aula de “Design e Gênese”, a professora levou alguns filmes para falar sobre composição; como a fotografia de alguns filmes se inspiram em estéticas renascentistas, barrocas, etc. Entre eles estava ela: Amélie Poulain. E eu fui pra casa com mais vontade do que nunca de assistir.
Amélie é, acima de tudo, extremamente fofa. Mas também é uma personagem bem inusitada, até mesmo excêntrica, pode-se dizer. A razão de sua natureza introvertida é explicada logo no começo, com uma breve passada pela sua infância e pelas personalidades peculiares (apesar de facilmente identificáveis) de seus pais. Depois de adulta, Amélie passa a viver sozinha e somos apresentados a seus ambientes de trabalho e moradia, cercados de personagens muito reais que fazem parte da rotina da jovem.
A despeito de seus próprios dilemas, Amélie vai, à sua maneira única, interferindo na vida dessas pessoas a fim de ajudá-las a “arrumar a bagunça de suas vidas”. Mas quem vai arrumar a bagunça no coração confuso e solitário de Amélie, quando esta se apaixona por um desconhecido colecionador de fotos 3×4 rasgadas?
Acho impossível que alguém não seja cativado pela inocente simplicidade de Amélie, que dá imenso valor às coisas pequenas, aos pequenos prazeres que passam despercebidos por nós na correria do dia-a-dia. Me lembrou um pouco O Pequeno Príncipe, com seus homens de negócios, reis, geógrafos e aviadores. Nos faz pensar no real valor das coisas, no que estamos perdendo e no que não estamos vendo. Nas coisas bobas que esquecemos o quanto nos fazem bem, coisas únicas. Amélie gosta de afundar os dedos lentamente nas sacolas de grãos, de atirar pedras no lago e de quebrar a cobertura de creme broulé com uma colher. Eu gosto de comer pipoca com brigadeiro, de observar gaivotas planando quando atravesso a Ponte Rio-Niterói e de colecionar tampinhas de garrafa de toda bebida diferente que provo. E você? Que tipo de coisas bobas gosta de fazer?
“Le Fabouleux Destin d’Amélie Poulain” é um filme francês que foi indicado a 5 oscars em 2002, inclusive ao de Melhor Filme Estrangeiro. Eu, particularmente, me apaixonei e já quero assistir de novo. E espero também poder comprar um daqueles bottons que tanto vi em mochilas por aí.
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Um comentário em “Eternos Clássicos #2 – O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

  1. Depois q vi o filme nunca mais vi bottons dela vendendo..eu gosto de sentir cheiro de fósforo queimado, tomar banho no escuro e ver a paisagem do fundão no ônibus interno de manhã (aquela parte q n tem nada entre o hospital e o prédio novo do cemps)

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