Resenha: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Dark Knight Rises)

Pois é, tanto tempo sem postar… Mas estou viva! E depois de ter assistido o Batman ontem, estou cheia de vontade de falar sobre o filme.
Eu tenho um problema com expectativas: elas precisam ser superadas, ou pelo menos alcançadas. Por isso eu acho até melhor ver filmes sem esperar muito deles, para que eles me surpreendam (o que aconteceu com muitos que se tornaram meus favoritos). Talvez fosse exagero querer que esse Batman superasse o anterior, mas eu realmente esperava por um fim de trilogia excepcional, o que não aconteceu – ao menos para mim. Então lá vai o mesmo aviso que dei na resenha do First Class: eu NÃO leio os quadrinhos e não sou fã em particular do Batman (não levem pro lado errado, eu gosto muito dele). Também não li nenhuma resenha ainda, nem antes de assistir (só leio depois de escrever a minha), então o que vocês lerão aqui será a minha impressão honesta e imaculada sobre o filme. Sintam-se à vontade para discordar e comentar, é claro! ^^
A partir daqui, leia por sua conta e risco, pois pode conter SPOILERS.
 
Pois bem, o filme começa com uma cena aérea bem ousada, onde somos apresentados ao vilão Darth Vader Bane, num esquema mais ou menos parecido com a apresentação do Curinga: com ele infiltrado entre seus próprios capangas, com a diferença que esses não ligam de morrer por ele. Confesso que desde o começo esse vilão não me desceu muito bem, não sei se é porque eu fui ver o filme com a crítica no nível máximo, ou se foi a edição de som horrível da voz de Darth Vader dele (parece que foi dublado por cima, sei lá, não harmonizou com o áudio das cenas). Não gostei do cara, ponto.

Mas tudo bem, vamos lá. É Batman, é Nolan, vai dar tudo certo… Ou não. Mas juro que vou tentar não ser tão chata e explicar o que me desagradou. É porque deve ter sido feito mais ou menos assim: “Então gente, é final de trilogia, tem que ter guerra. Então vamos arrumar um motivo qualquer aqui pra ter uma guerra e encaixar uns personagens da HQ”. Eu fiquei incomodada o filme inteiro. Primeiro porque eu estava o tempo todo esperando começar a ficar bom. Segundo porque eu não entendia a motivação do Bane. Por que Gotham? O que você tá fazendo aí? Quem é você? Não entendia a lealdade cega dos capangas dele e o objetivo de todo o ataque terrorista em Gotham ficou meio turvo pra mim, muito mal embasado. Todo aquele lance de “o controle é do povo, vamos entregar Gotham nas mãos de Gotham” – do povo o cacete, aquilo não fazia sentido, eles iam explodir tudo mesmo, então por que isso? Para que aqueles julgamentos e tal? Achei tudo isso mal amarrado.

Por isso e outros motivos eu passei 80% do filme com a sensação de “Não gostei”. Mais que isso, não sei se vocês me entendem, mas me deu uma sensação de “isso aí é Inception tudo, menos Batman” (juro que achei que o Di Caprio ia aparecer a qualquer momento. Ou que o Batman ia acordar! Há!).
 
Mas não vou só criticar, também. O final do filme conseguiu salvar um pouco, quando descobrimos toda a verdade envolvendo Darth Vader Bane e a Mal Miranda (coitado, ficou na FRIEND ZONE! hahaha). Deu pra responder um pouco aquelas dúvidas sobre o Bane, mas ainda assim tem pontas soltas (aliás, alguém percebeu que o ator que faz o Bane é o Tom Hardy, que faz o Eames de Inception?). Também achei que o filme ficou meio corrido e mal cortado demais. Ok, eu sei que acabei de dizer que ia parar um pouco de criticar, então vamos ao que mais me agradou no filme: o personagem Blake. Levei um susto quando de repente aparece o Arthur Blake, policial interpretado pelo Joseph Gordon-Levitt, mais um de “A Origem” (se é que vocês perceberam as minhas muitas indiretas ao longo do post). Mas foi uma surpresa feliz, e ele fez um ótimo trabalho nesse personagem. Mais que tudo me agradou que ALGUÉM tenha percebido que o Bruce era o Batman. Por favor, o que foi a cara da espertona Mulher Gato quando descobriu? Sério que ela não desconfiava nem de leve? “Tenho um amigo poderoso”, pff. E o Gordon? Poxa, o Bruce ficou recluso por 8 anos depois de tudo que aconteceu com o Harvey Dent e nem passou pela cabeça do Gordon que ele fosse o Batman? Acho bizarro mesmo ninguém desconfiar, mas vá lá…
 
A mulher gato, de início, não me agradou muito. Talvez por eu estar ainda com a Michelle Pfeiffer na cabeça (não vi o filme da Halle Berry) e por esperar ver uma Mulher Gato se tornando Mulher Gato. Mas além de ela nem se chamar assim no filme, o modo que a personagem foi utilizada torna plausível (e até inteligente) que ela tenha aparecido como uma ladra já experiente. No fim eu acabei curtindo a Anne Hethaway no papel, assim como o muito sutil (infelizmente) conflito da personagem, entre “livrar o dela da reta” e fazer o que é certo. A atriz me surpreendeu até, pois eu não estava esperando muito dela. Destaque para a cena “Entre no saguão, coloque a bandeja em cima da mesa e saia” – não te lembra alguma coisa? Só faltava ter duas mesas e ela não saber onde colocar (rs).
 
Quanto ao Batman em si… preciso dizer que nunca gostei muito do Christian Bale no papel. Mas confesso que, dos três, esse foi o que eu menos me incomodei. Talvez por eu ter me acostumado, talvez por evolução do próprio ator… Não sei, mas curti as cenas da prisão. Fora isso, só acho que sentia falta de ver um Batman um pouco mais maduro. Em relação à ele e a Mulher Gato, também achei mal construído. A atração dos dois ficou meio jogada, não se justifica ele confiar tanto nela a ponto de ENTREGAR A MOTO MOTHERFUCKER DAS GALÁXIAS ASSIM DE MÃO BEIJADA! Se bem que ele só confia em gente errada o filme todo, né… Além de ter brigado com o Alfred, o que me revoltou. De qualquer forma, curti eles terem ficado “juntos”, só acho que isso poderia ter sido um pouquinho mais desenvolvido. Aliás, acho que nem era necessário ele ter se envolvido com a Mal Miranda, tudo poderia ter acontecido sem nenhum romance entre eles.
Enfim. De um modo geral, eu não gostei do filme, mas o final não foi tão ruim e fechou a trilogia razoavelmente. Por mais que seja meio tenso um herói como o Batman simplesmente pendurar as botas (ou a capa) e ir embora viver feliz para sempre… Afinal, a gente quer ter aquela sensação de que ele é um herói “vitalício”. Me entendem? Até que isso foi um pouco suprido com o Blake achando a Bat-caverna. E a minha decepção pelo Bruce ter demitido o Alfred foi apaziguada um pouquinho com a reconciliação visual dos dois no final. Mas mesmo assim. Faltou algo… Ou melhor, faltou muito. O filme não me agradou de um modo geral. Acho que minha decepção foi maior até que com o X-men First Class.
Não vou dizer que o filme foi uma merda. Mas é que ele tinha muito potencial pra ser muito bom e não foi. Ainda me disseram que o filme tava tão bom que a única coisa ruim era o fato de ser o último. Já eu acho que o fato de ser o último foi uma das poucas coisas boas… As pessoas não gostam do Begins, mas eu acho que até o Begins conseguiu ser melhor. Uma pena.
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4 comentários em “Resenha: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Dark Knight Rises)

  1. Cara, concordo com MUITAS coisas que você disse. Também não li muito as HQs do Batman, mas como assisti com um amigo meu que é apenas completamente viciado nele, eu acabei gostando do filme muito mais do que se tivesse visto sem saber nadica de nada da HQ. Eu também fiquei com muita expectativa sobre a hora da ação, e achei que ela não foi atingida. Mesmo com a parte da fucking Gotham caindo aos pedaços, eu achei que ficou meio xoxo, e que poderiam ter, sei lá, colocado uma música mais emocionante (?) ou qualquer coisa do gênero. Sobre ele confiar na "Mulher Gato" (achei ótimo não terem mencionado ela desse jeito em momento algum) do nada, também achei MUITO nada a ver, mas sei lá né cara, é o Batman, acho que ele manja minimamente do que as pessoas são capazes, ou não. O lance da Miranda/Talia é oldschool à beça, pelo menos na HQ eles tem um FILHO juntos, então acho que quiseram inserir isso de alguma forma no filme, e eu achei válido apenas pra ela poder tomar controle de Gotham e foder tudo com a história do reator nuclear. O Bane pra mim era um personagem carismático justamente por eu achar tosco e fodão ao mesmo tempo. Não tinha real sentido em fazer aquela anarquia criminosa toda em Gotham, ele só tava usando um pretexto pra causar o maior riot de todos os tempos, só pra agradar a Miranda/Talia, sabe? Porque ele era o fiel escudeiro dela, e isso pra mim até fez sentido. Antes eu também tava com a maior cara de merda no cinema pensando "wtf essa putaria toda em Gotham, por que isso?", mas depois de explicarem toooda a a história eu entendi melhor e aceitei, até porque eu tava achando que a história do Bane era um furo absurdo do filme, até a reviravolta.Sei lá, eu gostei demais do filme, mas também não curti algumas coisas que você citou e super entendo que você, como alguém representando o público que não sabe a história do Batman nas HQs, não tenha curtido tanto assim. E realmente, não conseguiu superar o Dark Knight não, mas um filme que me fez chorar merece um special place no meu tuntum (SIM, eu chorei com o Alfred <3).

  2. 1- Bane ao deixar Bruce Wayne na prisão, diz que planeja dar FALSA esperança aos cidadãos da cidade… para depois concretizar o objetivo.2- Objetivo este (orquestrado pela Liga das Sombras) que surgiu antes mesmo de Batman ser Batman. Destruir Gotham.Não precisa ler as HQs para saber disso. Está tudo explícito nos filmes (1º e 3º). Perdão, mas parece que faltou um pouco de atenção de sua parte.

  3. Também me decepcionei com o filme. Pra mim, não teve uma boa história e cenas faraônicas não substituem uma boa trama. Mas quanto a "mulher gato", acho que vc se enganou, Anne Hethaway interpreta, ao meu ver, a batgirl, por isso não se identifica nenhuma característica da mulher gato, que é uma vilã e tem todos os trejeitos de uma gato realmente.

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