Cinefilô e a Vontade Infinita

“Pensar exige ter fé, no sentido de que o pensamento não é uma atividade mecânica que se operaria por si só em nós […]. Pensar exige coragem e vontade. Pensar é dizer não aos nossos primeiros pensamentos, que seriam mais bem denominados humores […]. Pensar é pensar contra. Eterna luta da vontade contra a força de inércia do corpo. O corpo sempre ganha antecipadamente quando a vontade não acredita em suas possibilidades. Se não quisermos, não pensamos nunca.” (Ollivier Pourriol)

Não sei quem ainda lê este blog. Coitado, foi abandonado por mim sem um pingo de dó nos últimos meses… Mas meu carinho por ele não mudou. E depois dessa curta DR (?), pretendo dar mais atenção a ele a partir de agora. Claro que, como em toda DR, eu já prometi isso muitas vezes antes… mas isso não significa que eu realmente não estava falando sério em cada delas.

ImagemEnfim. Indo ao que interessa. Estou lendo este livro, “Cinefilô”, do francês Ollivier Pourriol. Peguei na biblioteca do Sesc onde trabalho, junto com um sobre a II Guerra Mundial que nem sei se vou ler, já que comprei mais dois livros sobre cinema pra se juntarem a dois que eu comprei há alguns meses (e cuja leitura está pela metade). Que atire a primeira pedra quem tem menos de cinco livros por ler na estante!

tudo_o_que_voce_pensa_pense_ao_contrario-paul_ardenAinda nem cheguei na metade, confesso. Mas gosto dessa sensação de querer reler (ou rever, no caso de bons filmes) antes mesmo de ter terminado. Primeiro pela minha relativamente recente interesse por filosofia, coisa de pouco mais de um ano pra cá. E segundo por causa das minhas muitas reflexões pessoais, tomadas de decisão. Existem certos livros que chegaram na minha vida em momentos chave, como o Tudo que você pensa, pense ao contrário, e que me ajudaram a tomar rumos decisivos. Sinto que o Cinefilô é um desses livros, mais pelo lado filosófico do que pelo cinematográfico.

Mas estes dois lados são distintos, no fim das contas? Essa é apenas umas das questões abordadas pelo livro, que usa diversos filmes como exemplo para explicar as ideias de grandes filósofos como Descartes e Nietzsche. Hora de olhar para Clube da Luta, Matrix, Forrest Gump, Coração Valente e diversos outros clássicos (ou não) com outros olhos e treinar estes mesmos olhos para captar as sutis menções à filosofia, e consequentemente, à nossas próprias vidas. E aí você percebe que você está lá, em cada filme, como protagonista ou vilão. Ou os dois.

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Um comentário em “Cinefilô e a Vontade Infinita

  1. HAHAHAHAHA Ai ai não fala isso não Liz! Os meus livros pendurados ja tão rendendo muito! Eu sou geminiana, nunca consigo terminar a poham do livro. Vou te contar, queria ser menos geminiana as vezes… (E se eu termino não sei nem metade dele, pq eu não li eu passei os olhos! Leio e esqueço tuuudo! Ô droga ): )

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