Imperfeições

“Tonio nasceu no norte da Alemanha, numa cidade em que todos tem os olhos azuis, são loiros, saudáveis e fortes e estão de bem com o mundo. A mãe de Tonio era italiana, […] o próprio nome já indica a mistura que ele tem. Seus olhos e cabelos são escuros e ele herdou uma sensibilidade inquieta que lhe dá o potencial de artista e escritor.

Embora seja devotado àquela gente loira, ele não pode interagir; está sempre na posição do observador. No entanto, Tonio reconhece que essas pessoas são fascinantes. Quando vai a bailes, é uma maravilha observá-las. As meninas dançam muito bem; os meninos dançam muito bem. E quando ele, Tonio, dança, ele pensa: “Eu só quero sonhar e ela só quer dançar”. […] Assim, ele se sente excluído. Continuar lendo

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Trailer do dia: The Theory of Everything (A teoria de tudo)

Eis que em uma dessas adds de youtube eu me deparo com o incrível trailer de “The Theory of Everything” – que contará a história do físico Stephen Hawking, baseado no livro escrito por sua primeira esposa.

Com previsão de estréia nos EUA em novembro (o que provavelmente o colocará no circuito do Oscar), o filme ainda não tem previsão de estréia no Brasil. Confiram o trailer aí embaixo:

Resenha – Anime: Shingeki no Kyojin

“Sie sind das Essen und wir sind die Jäger” (Eles são a presa, e nós somos os caçadores)

Eu não aguentava mais ouvir falar de Shingeki no Kyojin – ou Ataque dos Capirotos Attack on Titans, ou aquele anime dos gigantes pelados que comem pessoas. Cada amigo meu que curte animes já tinha comentado sobre ele e dito “Você precisa assistir!”. Eu só demorei a fazer isso porque não costumo ver muitos animes, geralmente prefiro ler o mangá. Mas não me arrependo de ter parado para assistir, não só por ser MUITO foda bem feito como também pela trilha sonora sensacional.

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Azul é a Cor Mais Quente, Frozen e a metáfora da Libertação Sexual

“Disney, você está fazendo isto certo!” – esta foi minha sensação ao assistir Frozen pela 1ª vez.

Tive a sorte de ver em inglês, e logo de cara me apaixonar perdidamente (como todo mundo) pela “Let it Go” – na voz absurda da estrela da Broadway Idina Menzel (para quem vê Glee, é a atriz que faz a mãe da Rachel). Apesar de alguns furinhos no roteiro (que não comprometem tanto assim o resultado final) o filme todo é muito gostoso de assistir, um novo marco na história da Disney e, esperamos todos, apenas um de muitos bons musicais dessa nova geração-3D do estúdio.

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Eu já estava com todas as músicas no celular quando assisti de novo, com um amigo. A essa altura nós já estávamos fazendo brincadeiras do tipo “Nossa, parece que a Elsa tá saindo do armário, não é?”. Mas a coisa se intensificou quando logo depois de Frozen, resolvemos assistir “Azul é a Cor mais Quente” (“La vie d’Adèle”, no original).

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Resenha – Live-action: Paradise Kiss

Adaptações vão ser sempre motivo eterno de discussão. Quando se trata de adaptação de mangás/animes para live-action, a polêmica aumenta ainda mais, já que não temos bons históricos (Dragon Ball Evolution foi traumático!). Mas com os shoujos essas adaptações conseguem ser melhor sucedidas, tanto para doramas (Hana Yori Dango e Nodame Cantabile são sensacionais) quanto para filmes.

Depois de ter me decepcionado com os live-actions de Beck (não é shoujo, mas enfim) e de Kimi ni Todoke, me surpreendeu muito ter gostado do live de Paradise Kiss. Eu já havia feito aqui uma resenha do mangá (No Top 10 Mangás Shoujo), então gostaria de falar mais da adaptação em si (cuidado com SPOILERS), que tem seus pontos altos e baixos.

george e yukari promo pic Continuar lendo

Resenha – Filme: Um dia

Nós temos essa mania de embelezar o passado e fantasiar o futuro – às vezes passamos mais tempo neles do que no presente.

Quem nunca se pegou traçando “se’s” sobre acontecimentos, escolhas, relacionamentos…? Ou imaginando como será daqui a 5, 10, 15… 20 anos? A vida é cheia de encontros, desencontros, oportunidades e acasos que traçam o rumo dos acontecimentos, e a esse conjunto de fatores pedemos chamar timing – é esse, na minha opinião, o tema central de Um dia.

Como disse uma vez Robin Scherbatsky em How I Met Your Mother: “It’s all about timing; and timing is a bitch.”

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Resenha – Filme: “Ninfomaníaca” (Parte I)

Eu poderia facilmente usar a palavra “orgástico” àquele sentimento único de sair do cinema depois de ver um ótimo filme. Com Ninfomaníaca o termo se torna, ironicamente, mais que apropriado.

Este foi o meu primeiro contato com o dinamarquês Lars von Trier, diretor e roteirista do filme que já estava causando polêmica antes mesmo do seu lançamento. Eu não sei o porque mas, seja por publicidade, por comentários de amigos ou críticas após o lançamento do filme, todo o meu contato prévio com ele foi muito negativo. Eu confesso estar esperando um filme frio, vulgar, superficial, banalizando o sexo com cenas explícitas só pela polêmica.

É claro que eu estava completamente errada. O filme foi muito mais profundo (tudumpa) do que eu poderia esperar.

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Resenha – Filme: Gravidade

“O espaço, a fronteira final…” – assim começa a tão famosa frase, repetida em cada episódio da série Star Trek.

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Eu sempre me empolguei ao extremo com histórias espaciais (ou alienígenas). desde o meu favorito Star Wars, passando por animes como Cowboy Bebop e Evangelion até a série clássica científico-filosófica Star Trek. Isso sem contar inúmeros filmes/jogos/séries que eu não conheço ainda, e que muitos mais nerds do que eu poderão citar aqui. Todo esse hype espacial se ocupa das naves super cool e lasers e aliens e batalhas intergalácticas, criando obras incríveis de se assistir, mas acabam deixando de lado questões mais profundas, e até mesmo mais simples. Vamos nos livrar um pouco do romantismo espacial e ser um pouco realistas: o que nos aguarda lá em cima?

Em vez da tradicional frase super otimista de Star Trek, talvez eu devesse pegar emprestada a fala de um personagem desta mesma série, o Dr. McCoy – vulgo Bones: “O espaço é doença e perigo, envolto em escuridão e silêncio”.

Com certeza essa frase descreveria bem melhor o espaço experimentado por Ryan (interpretação incrível de Sandra Bullock) e Matt (George Clooney) nesta nova obra-prima da ficção científica: Gravidade. Continuar lendo

Vídeo

Trailer do dia: How I Live Now

Mais um da série: “quero ver esse filme porque tem esse(a) atriz/ator”! Mas de qualquer forma eu gosto de filmes ambientados em guerra… não pelo conflito em si, mas principalmente pelo efeito da guerra na vida das pessoas, e suas reações frente a situações extremas. Quem estrela How I Live Now é a Saoirse Ronan, de quem eu sou fã desde Atonement. Confiram o trailer!