Vendas

Ouvi essa história durante a preparação para uma vaga de vendedor publicitário em uma editora.

O nosso gerente era um simpático profissional, de uma felicidade doce, densa e enjoativa como xarope pra tosse. Claro, o trabalho no ramo envolve muito mais frustrações que recompensas, então o cara transformou os treinamentos de novos empregados em sessões de autoajuda pontuados por piadas no pior estilo stand up.

Segundo ele, a empresa não vendia só espaços publicitários para pequenos comerciantes, vendia margens de crescimento! As vantagens? Não são indefinidas, mas sim inimagináveis! Oportunidade? Essa é única! Você nunca mais a verá passar! Mas quem sabe eu consiga segurar o preço até amanhã?

“Acorde todo dia com a mesma vontade de trabalhar! Acene para todos no caminho, encare as desventuras com bom humor e nunca, mas nunca deixe de sorrir!”

Ele tinha um chicote esporado com o qual dominava as palavras feito a um bando de ovelhas tremeliquentas. Não sei se era um talento ou uma habilidade adquirida, mas costumava ganhar uma grana extra dando palestras em companhias, simpósios e clubes. Acostumado a ter a plateia na ponta dos dedos, sempre observando as reações e o feeling do público como um bom comediante faria, certo dia percebeu um homem sério que o assistia da primeira fila. O auditório estava lotado e as gargalhadas subiam pelo ar em ondas violentas como o mar de ressaca. O mesmo homem escutava atento a todas as anedotas; fazia anotações vez ou outra e concordava elegantemente com a cabeça. Porém, seu semblante não deixava passar qualquer expressão mais descontraída que fosse. Isso feriu o orgulho do nosso querido gerente que recebeu de si próprio a pequena missão de tirar o tal moço de seu absurdo estado de seriedade. Continuar lendo

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Trailer do dia: The Theory of Everything (A teoria de tudo)

Eis que em uma dessas adds de youtube eu me deparo com o incrível trailer de “The Theory of Everything” – que contará a história do físico Stephen Hawking, baseado no livro escrito por sua primeira esposa.

Com previsão de estréia nos EUA em novembro (o que provavelmente o colocará no circuito do Oscar), o filme ainda não tem previsão de estréia no Brasil. Confiram o trailer aí embaixo:

Azul é a Cor Mais Quente, Frozen e a metáfora da Libertação Sexual

“Disney, você está fazendo isto certo!” – esta foi minha sensação ao assistir Frozen pela 1ª vez.

Tive a sorte de ver em inglês, e logo de cara me apaixonar perdidamente (como todo mundo) pela “Let it Go” – na voz absurda da estrela da Broadway Idina Menzel (para quem vê Glee, é a atriz que faz a mãe da Rachel). Apesar de alguns furinhos no roteiro (que não comprometem tanto assim o resultado final) o filme todo é muito gostoso de assistir, um novo marco na história da Disney e, esperamos todos, apenas um de muitos bons musicais dessa nova geração-3D do estúdio.

frozen cast

Eu já estava com todas as músicas no celular quando assisti de novo, com um amigo. A essa altura nós já estávamos fazendo brincadeiras do tipo “Nossa, parece que a Elsa tá saindo do armário, não é?”. Mas a coisa se intensificou quando logo depois de Frozen, resolvemos assistir “Azul é a Cor mais Quente” (“La vie d’Adèle”, no original).

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Resenha – Live-action: Paradise Kiss

Adaptações vão ser sempre motivo eterno de discussão. Quando se trata de adaptação de mangás/animes para live-action, a polêmica aumenta ainda mais, já que não temos bons históricos (Dragon Ball Evolution foi traumático!). Mas com os shoujos essas adaptações conseguem ser melhor sucedidas, tanto para doramas (Hana Yori Dango e Nodame Cantabile são sensacionais) quanto para filmes.

Depois de ter me decepcionado com os live-actions de Beck (não é shoujo, mas enfim) e de Kimi ni Todoke, me surpreendeu muito ter gostado do live de Paradise Kiss. Eu já havia feito aqui uma resenha do mangá (No Top 10 Mangás Shoujo), então gostaria de falar mais da adaptação em si (cuidado com SPOILERS), que tem seus pontos altos e baixos.

george e yukari promo pic Continuar lendo

Resenha – Filme: Um dia

Nós temos essa mania de embelezar o passado e fantasiar o futuro – às vezes passamos mais tempo neles do que no presente.

Quem nunca se pegou traçando “se’s” sobre acontecimentos, escolhas, relacionamentos…? Ou imaginando como será daqui a 5, 10, 15… 20 anos? A vida é cheia de encontros, desencontros, oportunidades e acasos que traçam o rumo dos acontecimentos, e a esse conjunto de fatores pedemos chamar timing – é esse, na minha opinião, o tema central de Um dia.

Como disse uma vez Robin Scherbatsky em How I Met Your Mother: “It’s all about timing; and timing is a bitch.”

one day - em&dex

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Resenha – Filme: “Ninfomaníaca” (Parte I)

Eu poderia facilmente usar a palavra “orgástico” àquele sentimento único de sair do cinema depois de ver um ótimo filme. Com Ninfomaníaca o termo se torna, ironicamente, mais que apropriado.

Este foi o meu primeiro contato com o dinamarquês Lars von Trier, diretor e roteirista do filme que já estava causando polêmica antes mesmo do seu lançamento. Eu não sei o porque mas, seja por publicidade, por comentários de amigos ou críticas após o lançamento do filme, todo o meu contato prévio com ele foi muito negativo. Eu confesso estar esperando um filme frio, vulgar, superficial, banalizando o sexo com cenas explícitas só pela polêmica.

É claro que eu estava completamente errada. O filme foi muito mais profundo (tudumpa) do que eu poderia esperar.

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Resenha – Filme: Gravidade

“O espaço, a fronteira final…” – assim começa a tão famosa frase, repetida em cada episódio da série Star Trek.

gravity 2013

Eu sempre me empolguei ao extremo com histórias espaciais (ou alienígenas). desde o meu favorito Star Wars, passando por animes como Cowboy Bebop e Evangelion até a série clássica científico-filosófica Star Trek. Isso sem contar inúmeros filmes/jogos/séries que eu não conheço ainda, e que muitos mais nerds do que eu poderão citar aqui. Todo esse hype espacial se ocupa das naves super cool e lasers e aliens e batalhas intergalácticas, criando obras incríveis de se assistir, mas acabam deixando de lado questões mais profundas, e até mesmo mais simples. Vamos nos livrar um pouco do romantismo espacial e ser um pouco realistas: o que nos aguarda lá em cima?

Em vez da tradicional frase super otimista de Star Trek, talvez eu devesse pegar emprestada a fala de um personagem desta mesma série, o Dr. McCoy – vulgo Bones: “O espaço é doença e perigo, envolto em escuridão e silêncio”.

Com certeza essa frase descreveria bem melhor o espaço experimentado por Ryan (interpretação incrível de Sandra Bullock) e Matt (George Clooney) nesta nova obra-prima da ficção científica: Gravidade. Continuar lendo

Eternos Clássicos #4: A noviça Rebelde (The Sound of Music)

Claro que eu já tinha ouvido falar de “A noviça rebelde” antes. Mas confesso que ouvi os versos “The hills are alive with the sound of music” em Moulin Rouge antes de saber que vinham desde musical, ou mesmo que o título original era “The Sound of Music”. O filme, de 1965, já estava na fila de espera há um tempo, e eu resolvi assistir semana passada.

_Maria e as crianças na montanha

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Trailer do dia: Pacific Rim (Círculo de fogo)

Quer um filme de ação FUCKING AWESOME pra ver esse ano?

Você via Power Rangers quando era criança? Ou (se for um pouco mais velho) Gundam? Curte robôs gigantes? Curte monstros gigantes? E, mais importante de tudo: você já leu Evangelion? 

Se respondeu ‘sim’ a pelo menos uma das perguntas, ASSISTA JÁ o trailer de Evangelion Americano Pacific Rim (‘Círculo de Fogo’ na versão brasileira, blergh), dirigido por Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno). Nem preciso dizer que estou super ansiosa, não é? Continuar lendo