Trailer do dia: The Theory of Everything (A teoria de tudo)

Eis que em uma dessas adds de youtube eu me deparo com o incrível trailer de “The Theory of Everything” – que contará a história do físico Stephen Hawking, baseado no livro escrito por sua primeira esposa.

Com previsão de estréia nos EUA em novembro (o que provavelmente o colocará no circuito do Oscar), o filme ainda não tem previsão de estréia no Brasil. Confiram o trailer aí embaixo:

Anúncios

Azul é a Cor Mais Quente, Frozen e a metáfora da Libertação Sexual

“Disney, você está fazendo isto certo!” – esta foi minha sensação ao assistir Frozen pela 1ª vez.

Tive a sorte de ver em inglês, e logo de cara me apaixonar perdidamente (como todo mundo) pela “Let it Go” – na voz absurda da estrela da Broadway Idina Menzel (para quem vê Glee, é a atriz que faz a mãe da Rachel). Apesar de alguns furinhos no roteiro (que não comprometem tanto assim o resultado final) o filme todo é muito gostoso de assistir, um novo marco na história da Disney e, esperamos todos, apenas um de muitos bons musicais dessa nova geração-3D do estúdio.

frozen cast

Eu já estava com todas as músicas no celular quando assisti de novo, com um amigo. A essa altura nós já estávamos fazendo brincadeiras do tipo “Nossa, parece que a Elsa tá saindo do armário, não é?”. Mas a coisa se intensificou quando logo depois de Frozen, resolvemos assistir “Azul é a Cor mais Quente” (“La vie d’Adèle”, no original).

poster-emma-adele

Continuar lendo

Resenha – Filme: Um dia

Nós temos essa mania de embelezar o passado e fantasiar o futuro – às vezes passamos mais tempo neles do que no presente.

Quem nunca se pegou traçando “se’s” sobre acontecimentos, escolhas, relacionamentos…? Ou imaginando como será daqui a 5, 10, 15… 20 anos? A vida é cheia de encontros, desencontros, oportunidades e acasos que traçam o rumo dos acontecimentos, e a esse conjunto de fatores pedemos chamar timing – é esse, na minha opinião, o tema central de Um dia.

Como disse uma vez Robin Scherbatsky em How I Met Your Mother: “It’s all about timing; and timing is a bitch.”

one day - em&dex

Continuar lendo

Resenha – Filme: “Ninfomaníaca” (Parte I)

Eu poderia facilmente usar a palavra “orgástico” àquele sentimento único de sair do cinema depois de ver um ótimo filme. Com Ninfomaníaca o termo se torna, ironicamente, mais que apropriado.

Este foi o meu primeiro contato com o dinamarquês Lars von Trier, diretor e roteirista do filme que já estava causando polêmica antes mesmo do seu lançamento. Eu não sei o porque mas, seja por publicidade, por comentários de amigos ou críticas após o lançamento do filme, todo o meu contato prévio com ele foi muito negativo. Eu confesso estar esperando um filme frio, vulgar, superficial, banalizando o sexo com cenas explícitas só pela polêmica.

É claro que eu estava completamente errada. O filme foi muito mais profundo (tudumpa) do que eu poderia esperar.

Continuar lendo

Resenha – Filme: Gravidade

“O espaço, a fronteira final…” – assim começa a tão famosa frase, repetida em cada episódio da série Star Trek.

gravity 2013

Eu sempre me empolguei ao extremo com histórias espaciais (ou alienígenas). desde o meu favorito Star Wars, passando por animes como Cowboy Bebop e Evangelion até a série clássica científico-filosófica Star Trek. Isso sem contar inúmeros filmes/jogos/séries que eu não conheço ainda, e que muitos mais nerds do que eu poderão citar aqui. Todo esse hype espacial se ocupa das naves super cool e lasers e aliens e batalhas intergalácticas, criando obras incríveis de se assistir, mas acabam deixando de lado questões mais profundas, e até mesmo mais simples. Vamos nos livrar um pouco do romantismo espacial e ser um pouco realistas: o que nos aguarda lá em cima?

Em vez da tradicional frase super otimista de Star Trek, talvez eu devesse pegar emprestada a fala de um personagem desta mesma série, o Dr. McCoy – vulgo Bones: “O espaço é doença e perigo, envolto em escuridão e silêncio”.

Com certeza essa frase descreveria bem melhor o espaço experimentado por Ryan (interpretação incrível de Sandra Bullock) e Matt (George Clooney) nesta nova obra-prima da ficção científica: Gravidade. Continuar lendo

Trailer do dia: The Best Offer

Olá, pessoas! Lá vem a Lizie com a cara mais lavada do mundo depois de muito tempo sem postar… Mas dessa vez é sério (?), estou retomando o blog com força total. A equipe está crescendo (já conferiram o pseudo-conto do Paulo Pupo?), e agora vamos ter colunas fixas para que o blog esteja sempre em dia. Ou quase sempre… Vocês me conhecem, né? Ou não. Enfim.

A coluna Trailer do dia, apesar do nome, muito provavelmente não será diária. Mas com certeza vai ser frequente, já que eu estou sempre vendo mil trailers de filmes e ficando com vontade de vê-los (e, infelizmente, não vendo nem metade). Então vou me concentrar em trailers de filmes que não assisti. Continuar lendo

Resenha: Precisamos falar sobre o Kevin

Confesso que não sei muito bem como começar.

“We Need to Talk About Kevin” (título original) mexeu muito comigo. A verdade é que o filme foi muito além do que eu esperava, tanto na própria história como nas atuações, mais geniais do que já era de se esperar da Tilda Swinton e do novato-prodígio Ezra Miller.

Tilda Swinton2

Esse é o tipo de filme que deixa um grande “por quê” na sua cabeça, o tipo de filme que não se preocupa em dar um motivo. A razão de tudo está ali, em algum lugar, respondido nas entrelinhas pelo próprio Kevin, em sua ousadia insana, na promiscuidade dos olhares, na monstruosidade inata e, principalmente, em seus sentimentos (que sim, eu acredito que ele tenha). Tudo isso responde a pergunta final de sua mãe, Eva: Por quê?

Mas nós precisamos responder por nós mesmos. Eu precisava responder essa pergunta internamente, também. E agora eu simplesmente PRECISO falar sobre o Kevin. Preciso falar e não vou me preocupar muito com SPOILERS, então leia por sua conta e risco. Continuar lendo

Resenha: As Vantagens de Ser Invisível

Por que a adolescência é tão difícil? Tudo parece mais complicado, mais distante, com incontáveis bichos-de-sete-cabeças e uma perturbadora ausência de luz no fim do túnel. Tudo é em extremo e tudo que é ruim parece que não vai acabar nunca, e a sensação é a de andar com uma perna de pau à beira de um precipício.

Mas nós sobrevivemos, de alguma forma, dando as mãos uns aos outros para manter o equilíbrio. Amigos. Pense na sua adolescência e com certeza você vai se lembrar daqueles que te ajudaram a sobreviver nessa fase que, na minha opinião, é a pior de todas da vida. Continuar lendo

Eternos Clássicos #1 – E o vento levou…

“We will always have Paris” – esta era a única coisa que eu sabia sobre “Casablanca”, sua frase mais marcante, apesar de não fazer ideia do contexto no qual ela se inseria. Assim acontece com muitos dos clássicos que ouvimos tanto falar, sem nem saber do que se tratam. Por exemplo, se eu falar em “Dançando na chuva” para alguém que nunca viu o filme, com certeza esta pessoa evocará em sua mente a clássica cena de seu personagem principal segurando-se num poste, encharcado, brincando com o guarda-chuva e cantando. Se eu falar em “Psicose”, uma música de suspense, uma mulher no banheiro e um vulto com uma faca serão as imagens instantaneamente lembradas.

Continuar lendo