Trailer do dia: Pacific Rim (Círculo de fogo)

Quer um filme de ação FUCKING AWESOME pra ver esse ano?

Você via Power Rangers quando era criança? Ou (se for um pouco mais velho) Gundam? Curte robôs gigantes? Curte monstros gigantes? E, mais importante de tudo: você já leu Evangelion? 

Se respondeu ‘sim’ a pelo menos uma das perguntas, ASSISTA JÁ o trailer de Evangelion Americano Pacific Rim (‘Círculo de Fogo’ na versão brasileira, blergh), dirigido por Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno). Nem preciso dizer que estou super ansiosa, não é? Continuar lendo

A Ordem do Brilho

Tenho um amigo do qual amo tudo o que ele escreve. Pra falar a verdade tem alguns anos que não leio nada dele, e uns bons meses que não o vejo. Mas esses dias lembrei de um texto dele que eu gosto muito até hoje. Pedi permissão pra postar, e aí está. Enjoy! Continuar lendo

Trailer do dia: The English Teacher

Este filme estrelado pela Julianne Moore (Ensaio Sobre a Cegueira, As Horas) foi um dos vários que eu parei pra assistir essa semana, e um dos poucos que me chamaram a atenção. Acho que porque tem bastante tempo que eu não assisto uma comédia, então senti a súbita vontade de assistir algo um pouco mais leve pra variar (Depois de Irreversível, realmente se torna necessário dar uma suavizada… haha).  Continuar lendo

Trailer do dia: The Best Offer

Olá, pessoas! Lá vem a Lizie com a cara mais lavada do mundo depois de muito tempo sem postar… Mas dessa vez é sério (?), estou retomando o blog com força total. A equipe está crescendo (já conferiram o pseudo-conto do Paulo Pupo?), e agora vamos ter colunas fixas para que o blog esteja sempre em dia. Ou quase sempre… Vocês me conhecem, né? Ou não. Enfim.

A coluna Trailer do dia, apesar do nome, muito provavelmente não será diária. Mas com certeza vai ser frequente, já que eu estou sempre vendo mil trailers de filmes e ficando com vontade de vê-los (e, infelizmente, não vendo nem metade). Então vou me concentrar em trailers de filmes que não assisti. Continuar lendo

Conto: Sobre como eu não consigo escrever contos

“Era uma noite escura e tempestuosa”

Não, muito clichê. Idiota, até. É como se só existissem noites escuras e tempestuosas para se começar uma história. Fala sério, não vivemos no ambiente da trilogia Matrix.

“O casal se encontrou em uma manhã ensolarada de verão e…”

Lá vou eu de novo, mergulhando fundo em clichês. Aposto que daqui a pouco falarei de uma princesa que é salva de um dragão por um bravo e galante cavaleiro.

“A chuva caía torrencialmente quando ele a vislumbrou: linda, até mesmo encharcada pela tempestade. Ainda mais linda quando xingava tudo à sua volta após o guarda-chuva quebrar. Decidiu ir até ela, era uma chance que não podia se dar ao luxo de perder. Ao se aproximar…” Continuar lendo

Cinefilô e a Vontade Infinita

“Pensar exige ter fé, no sentido de que o pensamento não é uma atividade mecânica que se operaria por si só em nós […]. Pensar exige coragem e vontade. Pensar é dizer não aos nossos primeiros pensamentos, que seriam mais bem denominados humores […]. Pensar é pensar contra. Eterna luta da vontade contra a força de inércia do corpo. O corpo sempre ganha antecipadamente quando a vontade não acredita em suas possibilidades. Se não quisermos, não pensamos nunca.” (Ollivier Pourriol)

Não sei quem ainda lê este blog. Coitado, foi abandonado por mim sem um pingo de dó nos últimos meses… Mas meu carinho por ele não mudou. E depois dessa curta DR (?), pretendo dar mais atenção a ele a partir de agora. Claro que, como em toda DR, eu já prometi isso muitas vezes antes… mas isso não significa que eu realmente não estava falando sério em cada delas.

ImagemEnfim. Indo ao que interessa. Estou lendo este livro, “Cinefilô”, do francês Ollivier Pourriol. Peguei na biblioteca do Sesc onde trabalho, junto com um sobre a II Guerra Mundial que nem sei se vou ler, já que comprei mais dois livros sobre cinema pra se juntarem a dois que eu comprei há alguns meses (e cuja leitura está pela metade). Que atire a primeira pedra quem tem menos de cinco livros por ler na estante!

tudo_o_que_voce_pensa_pense_ao_contrario-paul_ardenAinda nem cheguei na metade, confesso. Mas gosto dessa sensação de querer reler (ou rever, no caso de bons filmes) antes mesmo de ter terminado. Primeiro pela minha relativamente recente interesse por filosofia, coisa de pouco mais de um ano pra cá. E segundo por causa das minhas muitas reflexões pessoais, tomadas de decisão. Existem certos livros que chegaram na minha vida em momentos chave, como o Tudo que você pensa, pense ao contrário, e que me ajudaram a tomar rumos decisivos. Sinto que o Cinefilô é um desses livros, mais pelo lado filosófico do que pelo cinematográfico.

Mas estes dois lados são distintos, no fim das contas? Essa é apenas umas das questões abordadas pelo livro, que usa diversos filmes como exemplo para explicar as ideias de grandes filósofos como Descartes e Nietzsche. Hora de olhar para Clube da Luta, Matrix, Forrest Gump, Coração Valente e diversos outros clássicos (ou não) com outros olhos e treinar estes mesmos olhos para captar as sutis menções à filosofia, e consequentemente, à nossas próprias vidas. E aí você percebe que você está lá, em cada filme, como protagonista ou vilão. Ou os dois.

Conto: Joana matou 1000 Dragões

Aqui é a Tábata e esse é o primeiro conto que publico, mas não é o primeiro que escrevo. É o primeiro de uma série, mas com certeza não é o melhor.
Ele foi escrito no final do Ano do Dragão, o signo chinês que rege meu ano de nascimento. Acreditem ou não nesse tipo de coisa, o Dragão é um símbolo muito poderoso, e sinto que esse conto representa o primeiro dos meus 1000 Dragões.

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Joana matou 1000 dragões, ela me disse. A meia noite se rompeu e ela atravessou o espelho, sem nem eu precisar chamar. No ponto em que as horas se desamontoam, Joana vem me contar como decepa a cabeça de seus rivais. Traz em seu pescoço um colar com 1000 dentes.

– A experiência pesa. – Ela filosofa enquanto senta na beirada da minha cama. Realmente, o peso de sua armadura e das presas em seu pescoço faz ranger dolorosamente os estrados do meu leito. Os lençóis se retorcem e repuxam agarrados em desespero ao meu colchão. Os cabelos são uma cascata negra que serpenteia nos joelhos e desemboca em seus calcanhares. Pende da nuca em ondas revoltosas. Quase posso ver o vento estapeando os fios pesados, com ímpeto, depois com cansaço. Posso ver os movimentos, magicamente, mesmo com a janela fechada. Continuar lendo

Hora de Resenha: Adventure Time!

Você já se pegou assistindo esses novos desenhos que são transmitidos pela Cartoon Network ou pela Nickelodeon e pensando “Mas que coisa horrível, que traço preguiçoso e roteiro fumado!” ? Já se pegou pensando que o ritmo desses novos cartoons são estranhos, rápidos demais e as vezes incompreensíveis?

Isso quer dizer que você está velho que nem eu e guarda uma nostalgia característica da nossa idade em relação à própria infância, recheada de programas e desenhos infantis do SBT, Globo e da extinta TV Manchete. Se você começa assistindo um episódio qualquer de Adventure Time, animação da Cartoon Network, pode, em primeiro momento, acreditar que se trata de mais um desses desenhos epilépticos feito para hipnotizar crianças incautas. Vou confessar que o primeiro aspecto dessa animação que me lançou o anzol foram as cores, sempre muito bonitas em todos os episódios, e o traço fofinho; a forma como os olhos dos personagens cresciam e brilhavam de acordo com suas emoções ( em anime mode). Se pararmos para pensar, é isso que chama atenção das crianças em primeiro momento.

A partir daí comecei a assistir um episódio aleatório numa tarde de domingo. Estava esperando algo como “Phineas e Pherb” ou “The Amazing World of Gumball” (que não é tão amazing assim) – humor físico, pastelão, infantil e morno para as audiências mais velhas, presença hoje e sempre em animações voltadas para crianças.  Antes mesmo disso, tudo que eu havia visto da série eram fanarts, montagens no Facebook e crossovers com outras histórias fictícias (de todas as mídias) utilizando os traços de Adventure Time; afinal de contas a animação caiu nas vantagens e desvantagens do hype. Como sou uma pessoa que se interessa minimamente por cultura pop, e gosto de saber se o hype em cima de qualquer produção cultural é procedente (afinal, posso estar perdendo alguma coisa muito boa!), decidi que deveria checar se Adventure Time poderia me surpreender. Continuar lendo

Conto: Olhe para cima

– Já reparou que as gaivotas parecem estar paradas no ar, quando planam? – disse Paulo.

Julia ficou furiosa.

– Você não ouviu uma palavra do que eu disse, não é?

Nesse momento o ônibus deu uma desacelerada brusca, provavelmente por causa de algum apressado que resolveu cortar sem ligar a seta. O tranco arrancou um palavrão de Julia, em decibéis um pouco mais altos do que deveriam. Paulo achou graça na forma como ela ruborizou, e tentou não deixá-la ainda mais sem graça retomando o assunto:

– Desculpe, é que é um fenômeno muito interessante… – ele tentou dizer.

– E os problemas acadêmicos da sua namorada não são importantes?

– Me desculpe. – Ele repetiu, dando um sorriso sereno. O de sempre. – Continue.

– Ah, esquece. – Julia bufou. Continuar lendo

Resenha: Precisamos falar sobre o Kevin

Confesso que não sei muito bem como começar.

“We Need to Talk About Kevin” (título original) mexeu muito comigo. A verdade é que o filme foi muito além do que eu esperava, tanto na própria história como nas atuações, mais geniais do que já era de se esperar da Tilda Swinton e do novato-prodígio Ezra Miller.

Tilda Swinton2

Esse é o tipo de filme que deixa um grande “por quê” na sua cabeça, o tipo de filme que não se preocupa em dar um motivo. A razão de tudo está ali, em algum lugar, respondido nas entrelinhas pelo próprio Kevin, em sua ousadia insana, na promiscuidade dos olhares, na monstruosidade inata e, principalmente, em seus sentimentos (que sim, eu acredito que ele tenha). Tudo isso responde a pergunta final de sua mãe, Eva: Por quê?

Mas nós precisamos responder por nós mesmos. Eu precisava responder essa pergunta internamente, também. E agora eu simplesmente PRECISO falar sobre o Kevin. Preciso falar e não vou me preocupar muito com SPOILERS, então leia por sua conta e risco. Continuar lendo