Hora de Resenha: Adventure Time!

Você já se pegou assistindo esses novos desenhos que são transmitidos pela Cartoon Network ou pela Nickelodeon e pensando “Mas que coisa horrível, que traço preguiçoso e roteiro fumado!” ? Já se pegou pensando que o ritmo desses novos cartoons são estranhos, rápidos demais e as vezes incompreensíveis?

Isso quer dizer que você está velho que nem eu e guarda uma nostalgia característica da nossa idade em relação à própria infância, recheada de programas e desenhos infantis do SBT, Globo e da extinta TV Manchete. Se você começa assistindo um episódio qualquer de Adventure Time, animação da Cartoon Network, pode, em primeiro momento, acreditar que se trata de mais um desses desenhos epilépticos feito para hipnotizar crianças incautas. Vou confessar que o primeiro aspecto dessa animação que me lançou o anzol foram as cores, sempre muito bonitas em todos os episódios, e o traço fofinho; a forma como os olhos dos personagens cresciam e brilhavam de acordo com suas emoções ( em anime mode). Se pararmos para pensar, é isso que chama atenção das crianças em primeiro momento.

A partir daí comecei a assistir um episódio aleatório numa tarde de domingo. Estava esperando algo como “Phineas e Pherb” ou “The Amazing World of Gumball” (que não é tão amazing assim) – humor físico, pastelão, infantil e morno para as audiências mais velhas, presença hoje e sempre em animações voltadas para crianças.  Antes mesmo disso, tudo que eu havia visto da série eram fanarts, montagens no Facebook e crossovers com outras histórias fictícias (de todas as mídias) utilizando os traços de Adventure Time; afinal de contas a animação caiu nas vantagens e desvantagens do hype. Como sou uma pessoa que se interessa minimamente por cultura pop, e gosto de saber se o hype em cima de qualquer produção cultural é procedente (afinal, posso estar perdendo alguma coisa muito boa!), decidi que deveria checar se Adventure Time poderia me surpreender. Continuar lendo